sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sina?

Escrevo sem saber escrever. Escrevo por que sei que não escrevendo torno mais aguda esse ausência de palavras. Escrevo por saber que escrever exige labuta e eu, preguiçosa como sou, nunca chegarei a ser hercúlea, entretanto, preciso viver do suor do meu rosto e sentir minhas dores aumentadas pelo fruto que nunca nasce. Palavras me doem na alma com contrações de cinco em cinco minutos. Escrevo por que vejo o mundo através de um microscópio caleidoscópico em que vejo tudo multiplicado mil vezes em um milhão de cores, me é necessário extravasar tantas cifras. Escrevo sobretudo por que não sei escrever mas sei que, mesmo sem saber, é preciso que eu o faça por uma questão de sobrevivência.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

De tudo ao meu amor serei atento...



Para além da falta que sentia restava a dúvida, teria realmente existido?
Adormeceu no chão em meio a cinzas de cigarro e taças vazias.

angústia em alguns caracteres...







mas é que tenho pressa em receber o que 


não ficou de chegar.





terça-feira, 21 de junho de 2011

Anatomia





Por que para escrever é preciso ter vísceras, e para tê-las é preciso ter um corpo
E nesse corpo deve bater um músculo pulsante que irrigue a necessidade do ato
Para escrever é preciso ter necessidade
 e esta por sua vez tem que pulsar e pulsar visceralmente
imagem aqui
Para escrever é preciso fazer das vísceras coração e do coração as vísceras, vontade e necessidade corroendo um corpo, desfazendo o todo orgânico para reorganizar apenas um ato e concluir um fato: meu corpo todo é poesia.